Terça, 09 Maio 2017 17:00

Jogos virtuais continuam a causar choque entre gerações.

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Jogos virtuais continuam a causar choque entre gerações.

Nesta novela o medo é contínuo, os jovens ficam cada vez mais presos à tela e os pais e profissionais sempre mais preocupados com qual destino os jogos levarão seus filhos.

Embora ainda seja um campo em processo de colonização, o mundo virtual está cada vez mais inteirado em nosso cotidiano. Apesar de o significado de virtual demonstrar a ausência de realidade, o mercado vem se preocupando em vender um produto que aproxime o consumidor de outra realidade criada no meio virtual, e no mundo dos jogos, parece funcionar muito bem.

O mercado de games cresce com velocidade pelo mundo, de acordo com pesquisas do ano de 2016, a China tornou-se o maior consumidor da indústria, ultrapassando a potência dos EUA. O Brasil encontra-se em 12º lugar nesse ranking, quase ultrapassando a Rússia. As pesquisas também demonstram que o queridinho dos gamers é a plataformaPC, 87% dos usuários preferem essa base para jogar, a indústria mobile também ganha espaço entre esse público.

Além de entretenimento, esses jogos também podem servir como catalisadores na educação das crianças. Jogos como O Planeta dos Pirralhos, Guerra ao Mosquito e Mestre da Tabuada são exemplos dessa interatividade do entretenimento virtuale a educação. Apesar desses inúmeros prós, existe um contra que assusta há muito tempo desde os pais dentro de casa até psicólogos e nutricionistas. O excesso de games e mundo virtual na vida dos jovens.

Tornou-se comum a expressão “fulano não sai do computador... Ou vídeo game... Ou internet”, por mais que isso possa parecer divertido, são necessários alguns cuidados. Todo excesso é perigoso. O vício em jogos não é piada, é também uma doença e pode causar sérias consequências.

De acordo com a psicóloga Dora Goés, a tecnologia prende a atenção a ponto de esquecermos o fator tempo, além de ser uma realidade que nos afasta da nossa.

Esse vício pode resultar em doenças de natureza física. Com o tempo empregadonesses jogos, os gamers preferem comidas que possam ser consumidas rapidamente ou que não ocupem muito as mãos e que aumentem sua energia, como salgadinhos, refrigerantes e lanches. Assim problemas como a obesidade, diabetes, LER ou síndrome do WASD acontecem.

Além dessas doenças de natureza física, os psicólogos e psiquiatras fazem um alerta ao isolamento social que pode ocorrer entre os jogadores que optam por ficar em casa a sair. Doenças como transtorno de ansiedade, transtorno de personalidade, transtorno bipolar do humor, TOC e depressão, podem surgir desse quadro. A consequência mais extrema e que infelizmente vem crescendo por esses distúrbios, é o suicídio. Alguns jogos, inclusive, incentivam essa ação.

O famoso Baleia Azul, é um jogo que exemplifica essa triste prática. O jogo já existe há alguns anos, e consiste em 50 desafios propostos por redes sociais aos jogadores, entre esses desafios estão: assistir filmes de terror, ouvir músicas psicodélicas por horas, cortar-se, arriscar-se em lugares altos e por fim, se matar.

O jogo foi criado na Rússia, e faz sucesso na Europa, embora já tenha viralizado e chegado ao Brasil, fazendo vítimas nos estados da Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Eduardo Prates, 17, estudante, é um jogador de plataforma, MOBA e FPS. Para ele, jogos são maneiras de socialização e também, fuga da realidade. Essa fuga pode ser perigosa, mas, de acordo com o mesmo, isso não é culpa dos games, mas sim do gamer.

“Jogos não atrapalham minha vida, seja ela espiritual, ou acadêmica. Sou eu que busco esses jogos, e tenho discernimento do que me atrapalha ou não. Games são entretenimento, por isso não considero casos como Baleia Azul um jogo, mas sim uma linha de desafios que tem por um maligno objetivo, atender desejos que são frutos de perturbações psicológicas”.

Segundo Eduardo, o acompanhamento dos pais, amigos, parentes é importante, mas o espaço do jogador e sua privacidade tem de ser respeitada. Para ele, jogos são puramente entretenimento ou educação, dando a oportunidade de escapar um pouco do mundo, o jogador, no entanto, deve ter consciência disso e saber discernir um game da verdade.

Por: Daniela Spera

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